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Aliança de
controle do tabagismo lança nova campanha sobre fumo
passivo
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A Aliança de Controle do Tabagismo - ACT
lança neste domingo, 26 de julho, no
Fantástico, da TV Globo, uma campanha
publicitária financiada pela Iniciativa
Bloomberg através da World Lung Foundation
(Fundação Mundial do Pulmão) e elaborada em
parceria com o Instituto Nacional de Câncer.
Intitulada "Quem não fuma não é obrigado a
fumar", a campanha conta com peças como um
filme de 30 segundos, spot para rádio,
cartazes, folhetos, outdoor e busdoor, além
de um hotsite.
Criada pela Euro RSCG Contemporânea e
produzida pela Kombat, a campanha foi
testada por meio de grupos focais e aborda
os males causados à saúde pelo fumo passivo
nos ambientes de lazer, como bares e
restaurantes, e não apenas a seus
frequentadores, mas especialmente aos
trabalhadores desses locais.
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"Para nós, da ACT, essa campanha é muito importante para
conscientizar a população em geral e os fumantes sobre
os problemas à saúde causados pela exposição à fumaça do
cigarro, principalmente para os trabalhadores do setor
hospitalidade", diz Paula Johns, diretora-executiva da
ACT.
Para chamar a atenção de que todos, sem exceção, têm
direito a um ambiente 100% livre da fumaça, a campanha
destaca alguns dados do Inca, que assina a campanha
junto com a ACT, tais como:

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Mesmo que haja uma janela ou varanda, não existem
níveis seguros de exposição à fumaça dos produtos do
tabaco e nenhum sistema de ventilação é capaz de
eliminar os elementos cancerígenos que ficam no ar.
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95%
dos elementos cancerígenos encontrados em ambientes
coletivos vêm da fumaça dos produtos do tabaco.
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A
fumaça que sai da ponta acesa do cigarro possui as
mesmas substâncias daquela que o fumante inala,
porém, algumas encontram-se em concentrações
maiores: 50 vezes mais alcatrão e até 5 vezes mais
nicotina e monóxido de carbono.
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Quem convive com fumantes fuma o equivalente a 10
cigarros por dia e tem seis vezes mais chance de
desenvolver câncer de pulmão.
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Garçons não fumantes expostos à fumaça em bares e
restaurantes têm duas vezes mais chances de ter
câncer de pulmão do que os que trabalham em
ambientes livres da fumaça do tabaco.
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O hotsite da campanha, que também entrará no
ar dia 26, traz as imagens e todo o material
disponível para download, e permite acesso
aos sites da ACT e do Inca.
Além disso, através do hotsite a população
pode assinar uma petição pedindo para que o
Congresso Nacional aprove o projeto de lei
que modifica a lei atual, 9294/96, e proíbe
os fumódromos.
Assim, todo o país se tornará livre do fumo
em ambientes fechados.
Entre outras informações, "Quem não fuma não
é obrigado a fumar" leva ao conhecimento do
público que pelo menos sete não fumantes
morrem, por dia, no Brasil, por causa da
convivência com fumantes e que o fumante
passivo corre também sérios riscos de ter
câncer de pulmão, infarto e outras doenças
graves. Maioria esmagadora dos trabalhadores
de bares e restaurantes apoia lei de
ambientes livres de fumo.
O hotsite fica no endereço:
http://brasil.livredofumo.org.br
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A
maioria dos funcionários que trabalha em bares,
restaurantes e casas noturnas é totalmente contra o
fumo em locais fechados e acredita que ele prejudica
muito a saúde de quem não é fumante. Esse é o
principal resultado de pesquisa que a Aliança de
Controle do Tabagismo (ACT) encomendou ao Datafolha,
feita em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife.
Foram
ouvidos funcionários, com 18 anos ou
mais, que exercem funções de garçom,
caixa, recepcionista, maitre, barman e
DJ, em bares, restaurantes e casas
noturnas, localizados nas cidades de São
Paulo, Rio de Janeiro e Recife. Foram
priorizados os estabelecimentos mais
conhecidos, com maior visibilidade,
localizados em áreas de maior
concentração desse tipo de comércio. A
pesquisa foi feita nos dias 5 e 6 de
maio de 2009 e coletou 611 entrevistas.
Em São Paulo, onde a proibição do fumo
em ambientes fechados começará a vigorar
em 7 de agosto, 85% desses profissionais
são contrários ao fumo em ambientes
fechados, e no Rio e em Recife, onde já
há fiscalização da medida, o índice
aumenta para 93% e 96% respectivamente.
Os
profissionais do setor acreditam que o
fumo prejudica a saúde de quem não é
fumante. Em São Paulo, 84% são
conscientes dos males provocados pelo
tabagismo passivo; no Rio, 97%; e em
Recife, 95%. Entre os que acham que
prejudica muito, os índices são de 66%
em São Paulo; 88% no Rio; e 90% em
Recife. |
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Clique ao
lado para acessar a pesquisa completa:
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