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Médica do
HC de Ribeirão Preto pega gripe "A" no trabalho
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Uma médica de 27 anos do Hospital das
Clínicas (HC) - referência na região para
atendimento à gripe suína - está entre os
cinco novos casos confirmados pela
Secretaria da Saúde de Ribeirão Preto (313
km de São Paulo). A cidade tem 14
confirmações.
A profissional, que não teve o nome
revelado, contraiu a doença durante o
atendimento a três pacientes com suspeita da
gripe, há duas semanas. Ela já foi liberada
do isolamento domiciliar e passa bem, assim
como os outros infectados. |

HC -
Ribeirão Preto (SP) |
A secretaria diz que a médica estava paramentada de
acordo com normas do Ministério da Saúde. Na semana
passada, quando o caso era suspeito, a titular da pasta,
Carla Palhares, disse que a médica não usava máscara de
proteção respiratória - recomendada pelo ministério na
época aos profissionais envolvidos na assistência a
casos suspeitos ou confirmados de infecção pelo vírus
H1N1.

Gripe A |
"Eu estava enganada. Conversei com a médica
no dia seguinte e ela me garantiu que usou a
máscara", disse Palhares ontem à Folha.
A falta de equipamentos de proteção levou ao
isolamento domiciliar outra médica, Maria
Dolores Biasoli, 47 anos, que é gerente da
Unidade Básica de Saúde (UBS) São José.
"Atendi a mãe que veio dos Estados Unidos e
o filho que estava com sintomas. Atendi sem
estar paramentada, porque na época ainda não
se tinham claros quais eram os procedimentos
adequados", disse.
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Ela deveria ter usado uma máscara M95, mais espessa,
feita de um filtro que impede que gotículas do paciente
infectem o profissional. Por precaução, a Vigilância
Epidemiológica do município determinou que Biasoli
ficasse afastada por uma semana, apesar de não ter tido
sintoma da gripe.
O caso da médica é o quarto de transmissão autóctone
(interna) em Ribeirão. O terceiro, também confirmado é
de uma criança, prima do garoto que pegou a doença da
mãe.
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