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Atendimento Pré-hospitalar no Mundo
Existem dois modelos de serviço
de emergência no globo
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Os primeiros passos para a
organização moderna do serviço de emergência médica
foram dados pelo cirurgião chefe do exército de Napoleão
Bonaparte, Dominique Larrey, em 1792.
Seu objetivo principal era evitar
complicações (principalmente gangrena) nas vítimas de
ferimento de guerra, mediante o tratamento precoce
(imobilização ou amputação), o qual ocorria nos campos
de batalha e, frequentemente, sob fogo inimigo.
Após pouco mais de dois séculos, o
atendimento pré-hospitalar propõe objetivos e princípios
semelhantes ao de Larrey:
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Os Modelos
Existem dois modelos predominantes de serviço de
emergência médica no globo:
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O Anglo-americano
→
Franco-alemão.
O segundo iniciado nos anos 60 e legalizado em
1986, baseia-se na ampliação do raio de ação do
hospital, levando à vítima quase todo tratamento
disponível em um hospital.
O que permite tal abrangência e especificidade é
a utilização da telecoordenação médica
(regulação), a qual possibilita a triagem dos
atendimentos e reserva de vagas nos hospitais de
referência para vítimas graves. Além disso, o
regulador médico tem controle sobre recursos
públicos e privados para o atendimento de
pacientes.
O modelo Anglo-americano surge nos EUA em 1966,
mediante iniciativas da National Highway
Traffic Safety Administration e do
Departament of Health and Human Services.
Dois anos depois foi criado um telefone único
para emergência, o famoso
911.
O modelo baseia-se em um principio chamado
load and go,
que preconiza estabilização e transporte rápido
dá vítima para o hospital qualificado mais
próximo, onde será realizado o tratamento
definitivo. Os provedores de saúde neste sistema
são os paramédicos, que recebem formação
técnica, e atuam sem supervisão médica. |
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A disputa
Os dois modelos são
adotados em diversos
países, sendo o
sistema
Anglo-americano o
que possui uma lista
maior. Entretanto,
não existe nenhum
estudo comparativo
entre os dois. O
modelo
anglo-americano tem
um custo financeiro
maior, mas é
facilmente
implantado. No
sistema
franco-alemão o
atendimento
pré-hospitalar ao
paciente é mais
amplo e completo,
com forte carga de
atendimento social.
Em contrapartida,
sua implementação é
complexa e depende
da integração de
diversas esferas
governamentais. Um
ponto de tangência
entre os dois
modelos é que nenhum
pretende oferecer o
tratamento
definitivo ao
paciente.
O sistema ideal
Antes de tentar
definir qual o
melhor modelo de
atendimento
pré-hospitalar,
devemos estabelecer
as características
locais, através da
observação e análise
de dados
estatísticos e
indicadores sociais.
O sistema de
emergência médica
deve visar, acima de
tudo, um atendimento
de qualidade e
eqüidade,
proporcionando o
bem-estar do
paciente. |
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