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>>NOTÍCIA inserida nesta quinta-feira - 22/10/2009  -  11h
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Infarto está associado à depressão

Estudo diz que pacientes cardíacos tendem a sofrer de doença psíquica

Pessoas que se queixam de dor forte no peito causada por isquemia no coração (angina) ou já sofreram infarto têm grande chance de manifestar depressão, e a probabilidade de morrer por doença cardíaca é sete vezes maior.

É o que indica pesquisa com 135 pacientes com síndrome isquêmica coronariana aguda, atendidos no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), no Rio.

A maioria dos participantes (53,3%) desenvolveu a doença psíquica e, segundo os autores, fatores como hipertensão arterial e vida sedentária pioram ainda mais os sintomas depressivos. O problema é que, geralmente, esse quadro é negligenciado.

Para chegar ao diagnóstico de depressão, os autores aplicaram a escala de Beck (um questionário para avaliar risco) nos participantes, internados num período de cinco dias.

 
A média de idade deles era de 61,8 anos, sendo 40% mulheres.


 

Do total de pacientes, 98 tiveram infarto agudo e 37 sofriam de angina estável. Um grupo de 72 pessoas manifestou depressão: 42,28% um quadro moderado a grave e 57,7% sintomas leves. E a prevalência foi maior nas mulheres: 64,8%.

Segundo cardiologistas, a depressão é pouco valorizada nesses casos, e esses pacientes precisam de atenção especial e tratamento ainda no hospital. Isso inclui psicoterapia e até mesmo uso de medicamentos contra depressão.

- A depressão prejudica muito a recuperação do indivíduo com doença cardíaca, e o risco de morte nesse casos é sete vezes maior. Além disso, esses pacientes costumam desenvolver complicações graves - diz o cardiologista Marco Antonio Mattos, um dos coordenadores da pesquisa e diretor do Instituto.

Tratamento inclui apoio psicoterápico Mattos destaca que embora o número de mulheres acompanhadas tenha sido menor que o de homens, o estudo mostrou que as cardíacas são propensas a ter depressão. A preocupação é maior porque, devido a vários fatores, o sexo feminino é mais vulnerável às doenças cardiovasculares.

Suas artérias também são mais finas que a dos homens e a partir de certa idade já não contam com o efeito protetor do hormônio estrogênio.

Num infarto, por exemplo, as mulheres podem se queixar de sintomas diferentes dos homens.

Nem sempre elas apresentam a dor no peito que se irradia para o braço. Às vezes só reclamam de cansaço, malestar e dor no estômago, o que dificulta o diagnóstico. Esse inclusive é um dos motivos de mal atendimento desse grupo em emergências.

- Se além de um infarto elas sofrem depressão, a situação torna-se ainda mais grave - afirma o cardiologista. - É preciso iniciar logo o tratamento contra a doença psíquica em caso de diagnóstico.

No hospital, o especialista deve analisar a necessidade de psicoterapia e uso de antidepressivos, diz Mattos.

- As drogas mais modernas são seguras e não interferem nos medicamentos que o paciente precisará tomar para controlar a angina ou para prevenir um infarto - explica.

A escala de Beck é aplicada no Brasil e de uso corrente em estudos internacionais similares.

Ela possibilitou o diagnóstico da depressão e de seu grau de intensidade, conforme a pontuação obtida em 21 indicadores.

A análise, que varia de zero a 63, classifica a depressão em nível grave ao se aproximar do topo.

- Às vezes a depressão é latente e o infarto ou outra doença cardíaca funciona como um gatilho, desencadeando a doença psíquica. Daí a importância de fazer a avaliação psicológica desse indivíduos ainda no hospital ou clínica.

A depressão se apresenta de várias formas, mas os sinais de alerta são desânimo, desinteresse, cansaço fácil, dificuldade de concentração, alterações do apetite e do sono, sensação de medo e insegurança, baixa auto-estima, além de interpretação distorcida e negativa da realidade.

O Ministério da Saúde estima que dez milhões de brasileiros sofram da doença.




 
 

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