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>>NOTÍCIA inserida nesta segunda-feira - 08/11/2010  - 
11h09

Desfibrilador salva a vida de jogador

O uso de um Desfibrilador salvou a vida do jogador Miguel García

O meia Miguel García, do Salamanca, sofreu uma parada cardiorrespiratória no gramado durante jogo contra o Betis, pela Segunda Divisão do Campeonato Espanhol.

Aos 15 minutos do segundo tempo, o jogador de 31 anos desmaiou em campo e precisou ser socorrido pelos médicos dos dois clubes com a utilização do desfibrilador.

Ele voltou a si após 25 segundos e foi levado para o Hospital Clínico Universitário, onde foi submetido a um cateterismo.

Segundo comunicado oficial do clube, García apresentou "evolução favorável".


Miguel García cai em campo após ataque cardíaco


Equipes médicas começam atendimento imediato


DESFIBRILADOR - DEA:

O uso de um Desfibrilador salvou a vida do jogador Miguel García.

De acordo com os médicos das equipes, as consequências do acidente poderiam ter sido piores se o atendimento não tivesse sido rápido com o uso do DEA.

"O jogador voltou a viver, porque esteve morto por 20 segundos. Ao ver que estava em parada cardíaca, a primeira coisa que fizemos foi abrir a via aérea com um tubo.

Uma vez aberta, o ar entrava, mas ele não respirava. Fizemos uma massagem cardíaca e tivemos que utilizar o desfibrilador duas vezes", explicou Ignácio Garrido, médico do Salamanca, ao jornal "El País".

"Se tivéssemos demorado mais de três minutos teriam sido produzidos danos cerebrais pela falta de atendimento", completou Tomás Calero, do Bétis, o primeiro a atender García.
Recuperação

O estado do jogador de 31 anos, nesta segunda-feira 8/11, é estável e permanece na UTI apenas por precaução.
De acordo com o clube, os sinais vitais do jogador estão “absolutamente normais”. Ele deverá permanecer sob cuidados intensivos nos próximos dias, ainda sem previsão de alta.

O Salamanca foi derrotado por 3 a 0 e está na quarta posição da segunda divisão do Espanhol. O Betis lidera.

No Brasil, o defensor do São Caetano Serginho morreu em campo há seis anos em caso semelhante dando início à polêmica sobre os desfibriladores. Segundo especialistas ouvidos na época, o jogador poderia ter sido salvo se tivesse sido prontamente atendido com o aparelho, o que só ocorreu mais de três minutos após a parada cardíaca.

Serginho do São Caetano morreu em campo há seis anos
 

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